Vem, meu povo da cidade, das vilas e favelas, do campo e do sertão! Vem que hoje eu te convido. Aguça o teu ouvido, pois falarei de paz! Sou teu Deus e teu Amigo. Cear quero contigo no amor que refaz!
Vem e vive a liberdade do filho que revela meu rosto em cada irmão! Vem, e prova a minha Ceia: darei medida cheia a quem faz lugar! Meu amor, por onde passa, não cobra, é de graça, no dom de se dar!
Sim, Senhor, és minha festa. De mim agora resta meu ser em comunhão! Sou teu povo aqui presente, à espera da semente que se faz libertação!
Vem, meu povo tão sofrido, aflito e machucado por dor e opressão! Vem, serei no teu deserto a fonte que por certo renova e dá vigor! Sou teu Deus e Companheiro. Estar eu quero inteiro na voz do clamor!
Vem, serás por mim servido. No colo carregado farás refeição! Vem, e canta a esperança que teima e não se cansa de sempre esperar! Meu amor é sem medida, e faz brotar a vida onde o povo pisar!